sexta-feira, 25 de setembro de 2015

As perspectivas para a área de design de games na Bahia e no Brasil!


* Por equipe Tudo DGames 

Para abrir com estilo o nosso blog “Tudo de Games”, o desenvolvedor de games Vitor Cardozo concedeu uma entrevista exclusiva à nossa equipe para falar um pouco da área. Nesta entrevista abordamos vários temas como a carreira pessoal, o crescimento da área de desenvolvedor de games no Brasil e na Bahia, encontros nacionais, perspectivas para o futuro, entre outros. 

Nas próximas semanas, teremos outras entrevistas e mais detalhes deste novo espaço para os fãs brasileiros de games. 

Tudo DGames - Conte um pouco da sua carreira de desenvolvedor pra gente... 

Vitor Cardozo - A princípio, eu sou Designer, mas sempre tive um pouco de programador no dia a dia. Passei por instituições como o Colégio Sacramentinas, sendo Designer e WebMaster de lá, refazendo todo o portal em 2007, depois fui para outra empresa sendo Designer de Produto e Webmaster também cuidado das campanhas online. Em seguida fui para o Estúdio Roda, como Diretor de Arte, fazendo junto com a equipe, campanhas para Doces Sonhos, Trudys, MItchel e etc. E depois disso, fundei a Contra Labs, meu estúdio e empresa. Mas desde a saída do Sacramentinas, já estava investindo e criando jogos e outros produtos, o quais hoje temos no portfólio da Contra Labs.


Vitor Cardozo (à esq.) junto com o seu colega.
Foto: Divulgação.


TdG – E quais são esses produtos disponíveis pela Contra Labs? 

Vitor Cardozo – Já são 16 produtos lançamentos (6 Games e 10 Apps) entre várias plataformas como iOS, Android, WindowsPhone. Entre games casuais, hardCore e apps de diversas categorias. Já são mais de 4 milhões downloads e alcançando diversos países e idiomas, como inglês, francês, russo e recente espanhol. Além de recentemente termos selecionados pela Intel como AppShowCase com nosso game No Hero - Renaissance. 

TdG – Como você analisa o mercado brasileiro para desenvolvedores de games? 

Vitor Cardozo - A cena brasileira, nunca esteve melhor. Só este ano já houve mais de 6 lançamentos para o mercado nacional/ internacional, sendo dois grandes lançamentos, com lucros acima dos R$ 500 mil e com grande receptiva no exterior, que são a Chroma Squad e o Toren. Além disso, a comunidade vem se tornando cada vez mais unida, sendo compilada por diversas frentes, como a Abragrames, a Acigames, AdJogos, a BIND (em Salvador) e diversas outras. As grandes marcas, como Microsoft (com o Xbox) e a Sony (com o Playstation), facilitaram muito o acesso ao seu devkit. E claro, a própria entrada do jogo na plataforma para lançamento. Um exemplo disso é o game Aritana, da Dualik, também brasileira, que fez o lançamento internacional, na Pax na Califórnia este ano, sendo um dos principais lançamentos da Microsoft. E há uma perspectiva de melhora, sendo um dos poucos mercados que vai contra toda a crise no Brasil 

TdG – Quais são os principais encontros nacionais programados? 

Vitor Cardozo – Nacionalmente temos a a BIG Festival, que acontece em São Paulo. É um dos principais eventos de desenvolvedores, porque além de reunir todo o mercado nacional traz grandes empresas de fora, tanto pra investir e se aproximar com os estúdios locais, além de trazer palestras e discussões para melhorar o mercado. Além do BIG Festival, também acontece o SBGames - Simposio Brasileiro de Games – que é mais focado entre a comunicação entre a academia e a industria, trazendo pesquisas da área academia para dentro da industria, e a industria levando conhecimento e produção para dentro da academia. Este ano acontece em outubro, em Teresina (Piaui). Além destes dois tem também o DASH que acontece em Porto Alegre, que é um encontro focado em produções da América latina inteira, algo parecido com um Oscar. Mas em cada cidade existe eventos menores, como o Spin que acontece em São Paulo, que é o evento que reúne os desenvolvedores e suas produções, colocando o publico para jogar e receber feedback. 

TdG – E na Bahia? 

Vitor Cardozo – Aqui em Salvador temos o Build Meeting. Além disso tem vários outros como o papos e ideias sobre games, arena games, entre outros. 

TdG - E para ser programador qual a especialização precisa ter? 

Vitor Cardozo - O bacana da industria de games, é que é justamente a ligação de todas grandes mídias, como cinema, animação, som, música...e a própria interação. E é assim que essa industria também funciona, é necessário ser multidisciplinar. 

TdG – Existem cursos especializados para quem quer entrar na área? 

Vitor Cardozo - Em Salvador existe a Unique Class, focado em desenvolvimento de base, como jogos html/2D. A Saga está trazendo também agora o curso de Games [Starter]. Já em Feira de Santana temos a Dracom e este ano a UNEB voltou com o curso e especialização de GameDesigner, que inclusive começou agora em agosto. Para começar a desenvolver não necessita a especialização, mas obviamente a depender do projeto que participe, do escopo do jogo e objetivos, a especialização ou mesmo a busca pelo conhecimento através de outras vias, será o diferencial. 

Vitor Cardozo (à esq.) em um momento de descontração.
Foto: Divulgação.

TdG – O que esperar dessas inovações na área de desenvolvedor para os próximos anos? 

Vitor Cardozo - Os próximos anos (que já estão chegando com tudo) são tantos os óculos como os dispositivos vestíveis ou wearables. O que tende a aumentar mais é a imersão nos jogos. Com certeza, os próximos anos além de melhorar toda a estrutura normal, como mecânica, narrativa e etc, a imersão será o que mais trará novidades. Levando o jogador de fato para dentro do jogo ou mesmo a realidade pra dentro do jogo. 


E fique ligado para as nossas próximas atualizações!


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