sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O mundo dos games pelo olhar do designer Felipe Barros



Para saber um pouco mais sobre o mundo e o mercado de games na Bahia, gravamos uma entrevista com o designer de games Felipe Barros de Sousa, que trabalha na área de desenvolver games há aproximadamente um ano e meio. A matéria foi gravada diretamente do estúdio da Team Zeroth, equipe formada por designer de games ao qual Felipe faz parte. 

Felipe Barros trabalhando na construção do projeto do novo game "Retroboy", criado pelo Team Zeroth.

O time do blog Revista Tudo D' Games aproveitou a oportunidade para conversar sobre vários assuntos como o desenvolvimento do mercado de jogos eletrônicos, em Salvador e as vantagens e desvantagens encontradas na hora de produzir um game. Além de dar dicas de como criar games, ele mostra os jogos construidos pela equipe a exemplo do "Irmã Dulce", criado para homenagear a religiosa baiana, e o "Retroboy", o jogo mais recente lançado pelo Team Zeroth.

Na entrevista, Felipe fala que demorou cerca de quatro meses para fazer o game "Irmã Dulce", que foi lançado no início deste ano. Em relação aos consoles, a equipe está para lançar o "Retroboy" e, segundo Felipe, "com a ideia de ser desenvolvido para consoles em geral".

Já sobre o mercado na Bahia, o designer afirma que isso "segue o desenvolvimento global. Então, o desenvolvedor regional não atinge esse mercado. O mercado não é recente, mas o núcleo de desenvolvimento que é bem recente. E isso a gente está amadurecendo enquanto equipes e empresas, e acho que isso pode levantar mais o setor".

Quer saber mais da entrevista? É só dar o play e assistir logo abaixo:



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Análise de "SOMA"



A desenvolvedora “Frictional Games”, conhecido pela produção do jogo de terror “Amnésia: The Dark Descent”, lança uma nova franquia de tensão futurista chamado “SOMA”. Ao contrário de Amnésia, o jogo não assusta tanto, mas, sem dúvida, a história é o ponto mais forte da franquia, sendo muito bem contada e recheada de mistério, suspense e tensão. 

Situações macabras poderão ser encontradas
O protagonista é o personagem Simon Jarret. Na história ele sofreu um acidente de trânsito em 2015 que causou a morte de sua amiga e um dano cerebral que causou fortes dores de cabeça e sangramento constantes. 

O médico do protagonista indica um cientista que possui uma possível cura para o problema e o submete a uma máquina que supostamente escanearia a sua mente. Ao acordar da sessão e misteriosamente ele se encontra em uma base submarina, totalmente desconhecida no ano de 2103. Agora além de descobrir como parou ali, Simon precisa fugir de criaturas que tentam o matar além de tentar encontrar outras pessoas. 

A jogabilidade se reveza entre puzzles, exploração e “stealths”. Documento, áudios e vídeos são disponibilizados durante o game para que o leitor possa entender melhor o lugar e o de fato aconteceu ali. Questões filosóficas como, identidade e vida humana além da inteligência artificial, são constantemente debatidas em uma trama misturada com muito suspense e reviravoltas. Por fim, como já foi dito, o ponto forte de SOMA é a narrativa da história, o que pode decepcionar quem esperava extremos momentos de horror como na franquia Amnésia. O que não quer dizer que o jogo não proporcione experiências de real medo e momentos de muita ansiedade.

Momento que Simon realiza o escaneamento do seu cérebro

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Opinião do internauta: confira o que Rodrigo Moitinho falou do FIFA 16!



* Por equipe Tudo DGames

Além de trazer as últimas novidades do mundo dos games em Salvador e Região Metropolitana, o blog "Revista Tudo DGames" abre um novo espaço para os amantes dos games, que é a "Opinião do internauta". Mensalmente, o blog abrirá espaço para um internauta comentar um pouco sobre o seu jogo preferido, seja ele de PlayStation, Xbox ou PC.

E na estreia, nós convidados o estudante Rodrigo Moitinho, que falou sobre o recém-lançado "Fifa 16", da EA Sports. Na visão dele, o FIFA 16 "é um dos melhores jogos de simulação de futebol", além de ter "jogabilidade é muito melhor em comparação ao PES". 

Quer saber mais da opinião dele? É só dar o play!


 

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Apesar da crise econômica, mercado de games respira no Brasil!


* Por equipe Tudo DGames


A crise econômica de 2015 que é sentida no bolso dos brasileiros, sejam consumidores ou empresários, não chegou ao mercado de games. É o que mostra a Pesquisa Game Brasil 2015 realizada pelas consultoras de mercado Sioux e Blend. Segundo a pesquisa, o gamer brasileiro possui mais de um console (aparelho de videogame) em casa, sendo que o mais procurado é o XBox 360

O cenário de vendas de consoles e jogos nas lojas especializadas no Shopping Barra, em Salvador, é oposto. De acordo com Ronilton Ribeiro, vendedor da sessão de multimídia da Saraiva, o único setor que, "não importa a época do ano, vende muito" é o de videogame. "Se tem um dos setores que está tendo vendas bastante é games", confidenciou. 

Ronilton Ribeiro, 38 anos, vendedor da Saraiva.
Foto: Leonardo Gusmão

Veja a entrevista completa com Ronilton Ribeiro, vendedor de games da Livraria Saraiva do Shopping Barra:




Entre os gamers, 63,9% compra os consoles em revendedores oficias em lojas físicas ou online. Para 52,7% dos amantes de games, a compra de jogos ocorre em lojas de varejo tradicional, ou seja, lojas físicas. Ronilton confirma que as pessoas ainda têm o hábito de irem à loja fazer suas reservas de jogos lançados.  

Fonte: Pesquisa Game Brasil 2015
O sucesso em vendas de games não ocorre no setor em que Walker Aragão trabalha na Papel & Cia. Ele acredita que a baixa procura por games na loja do Shopping Barra acontece por conta da época do ano. "A vendagem maior ocorre em meados do Dia das Crianças, um mês pra cima e um mês pra baixo [sic], vende-se mais consoles e jogos".

A busca por jogos para o XBox é superior ao de outros consoles, conforme Aragão. Ele conta que o jogo Minecraft é o mais vendido para esse videogame, ainda que o mesmo aceite games considerados falsificados. Além disso, a procura por jogos é bem variada, entre o público masculino (jovens e adultos) e o feminino (jovens).

Veja a entrevista completa com Walker Aragão, responsável pelo setor de games da Papel & Cia do Shopping Barra:




Além das vendas, o mercado de games também cresce entre os desenvolvedores e designers. E é isso que fala Felipe Barros, que trabalha na equipe "Team Zeroth". Há aproximadamente um ano na área de games, Felipe afirma que o mercado "na Bahia, não é tão recente quanto se pensa no sentido de consumidores, porque eu acho que a Bahia seguiu a mesma maturação que o restante do Brasil. Mas isso não atinge o desenvolvedor local".

Felipe afirma também que "o mercado segue o desenvolvimento global. Então, o desenvolvedor regional não atinge esse mercado. O mercado não é recente, mas o núcleo de desenvolvimento que é bem recente. E isso a gente está amadurecendo enquanto equipes e empresas, e acho que isso pode levantar mais o setor" (veja a matéria completa abaixo).



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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

As perspectivas para a área de design de games na Bahia e no Brasil!


* Por equipe Tudo DGames 

Para abrir com estilo o nosso blog “Tudo de Games”, o desenvolvedor de games Vitor Cardozo concedeu uma entrevista exclusiva à nossa equipe para falar um pouco da área. Nesta entrevista abordamos vários temas como a carreira pessoal, o crescimento da área de desenvolvedor de games no Brasil e na Bahia, encontros nacionais, perspectivas para o futuro, entre outros. 

Nas próximas semanas, teremos outras entrevistas e mais detalhes deste novo espaço para os fãs brasileiros de games. 

Tudo DGames - Conte um pouco da sua carreira de desenvolvedor pra gente... 

Vitor Cardozo - A princípio, eu sou Designer, mas sempre tive um pouco de programador no dia a dia. Passei por instituições como o Colégio Sacramentinas, sendo Designer e WebMaster de lá, refazendo todo o portal em 2007, depois fui para outra empresa sendo Designer de Produto e Webmaster também cuidado das campanhas online. Em seguida fui para o Estúdio Roda, como Diretor de Arte, fazendo junto com a equipe, campanhas para Doces Sonhos, Trudys, MItchel e etc. E depois disso, fundei a Contra Labs, meu estúdio e empresa. Mas desde a saída do Sacramentinas, já estava investindo e criando jogos e outros produtos, o quais hoje temos no portfólio da Contra Labs.


Vitor Cardozo (à esq.) junto com o seu colega.
Foto: Divulgação.


TdG – E quais são esses produtos disponíveis pela Contra Labs? 

Vitor Cardozo – Já são 16 produtos lançamentos (6 Games e 10 Apps) entre várias plataformas como iOS, Android, WindowsPhone. Entre games casuais, hardCore e apps de diversas categorias. Já são mais de 4 milhões downloads e alcançando diversos países e idiomas, como inglês, francês, russo e recente espanhol. Além de recentemente termos selecionados pela Intel como AppShowCase com nosso game No Hero - Renaissance. 

TdG – Como você analisa o mercado brasileiro para desenvolvedores de games? 

Vitor Cardozo - A cena brasileira, nunca esteve melhor. Só este ano já houve mais de 6 lançamentos para o mercado nacional/ internacional, sendo dois grandes lançamentos, com lucros acima dos R$ 500 mil e com grande receptiva no exterior, que são a Chroma Squad e o Toren. Além disso, a comunidade vem se tornando cada vez mais unida, sendo compilada por diversas frentes, como a Abragrames, a Acigames, AdJogos, a BIND (em Salvador) e diversas outras. As grandes marcas, como Microsoft (com o Xbox) e a Sony (com o Playstation), facilitaram muito o acesso ao seu devkit. E claro, a própria entrada do jogo na plataforma para lançamento. Um exemplo disso é o game Aritana, da Dualik, também brasileira, que fez o lançamento internacional, na Pax na Califórnia este ano, sendo um dos principais lançamentos da Microsoft. E há uma perspectiva de melhora, sendo um dos poucos mercados que vai contra toda a crise no Brasil 

TdG – Quais são os principais encontros nacionais programados? 

Vitor Cardozo – Nacionalmente temos a a BIG Festival, que acontece em São Paulo. É um dos principais eventos de desenvolvedores, porque além de reunir todo o mercado nacional traz grandes empresas de fora, tanto pra investir e se aproximar com os estúdios locais, além de trazer palestras e discussões para melhorar o mercado. Além do BIG Festival, também acontece o SBGames - Simposio Brasileiro de Games – que é mais focado entre a comunicação entre a academia e a industria, trazendo pesquisas da área academia para dentro da industria, e a industria levando conhecimento e produção para dentro da academia. Este ano acontece em outubro, em Teresina (Piaui). Além destes dois tem também o DASH que acontece em Porto Alegre, que é um encontro focado em produções da América latina inteira, algo parecido com um Oscar. Mas em cada cidade existe eventos menores, como o Spin que acontece em São Paulo, que é o evento que reúne os desenvolvedores e suas produções, colocando o publico para jogar e receber feedback. 

TdG – E na Bahia? 

Vitor Cardozo – Aqui em Salvador temos o Build Meeting. Além disso tem vários outros como o papos e ideias sobre games, arena games, entre outros. 

TdG - E para ser programador qual a especialização precisa ter? 

Vitor Cardozo - O bacana da industria de games, é que é justamente a ligação de todas grandes mídias, como cinema, animação, som, música...e a própria interação. E é assim que essa industria também funciona, é necessário ser multidisciplinar. 

TdG – Existem cursos especializados para quem quer entrar na área? 

Vitor Cardozo - Em Salvador existe a Unique Class, focado em desenvolvimento de base, como jogos html/2D. A Saga está trazendo também agora o curso de Games [Starter]. Já em Feira de Santana temos a Dracom e este ano a UNEB voltou com o curso e especialização de GameDesigner, que inclusive começou agora em agosto. Para começar a desenvolver não necessita a especialização, mas obviamente a depender do projeto que participe, do escopo do jogo e objetivos, a especialização ou mesmo a busca pelo conhecimento através de outras vias, será o diferencial. 

Vitor Cardozo (à esq.) em um momento de descontração.
Foto: Divulgação.

TdG – O que esperar dessas inovações na área de desenvolvedor para os próximos anos? 

Vitor Cardozo - Os próximos anos (que já estão chegando com tudo) são tantos os óculos como os dispositivos vestíveis ou wearables. O que tende a aumentar mais é a imersão nos jogos. Com certeza, os próximos anos além de melhorar toda a estrutura normal, como mecânica, narrativa e etc, a imersão será o que mais trará novidades. Levando o jogador de fato para dentro do jogo ou mesmo a realidade pra dentro do jogo. 


E fique ligado para as nossas próximas atualizações!


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